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“QUARENTENA, E AGORA?”

Quarentena, e agora?

A prolongada convivência familiar que foi imposta pela pandemia do coronavírus já tem mostrado seu efeito colateral no cotidiano das famílias. As incertezas econômicas, políticas e sociais instauradas por essa pandemia geram um quadro de tensão psicológica generalizada, que associada ao isolamento social podem intensificar os conflitos interpessoais familiares e gerar distúrbios comportamentais, como o transtorno de adaptação, caracterizado principalmente por Stress extremo e a dificuldade para realização de tarefas cotidianas.

É importante conceituar que inicialmente o maior impacto causado por essa pandemia foi na rotina cotidiana das pessoas, restringindo o seu direito de ir e vir. O ser humano sente-se mais confortável psicologicamente com certas rotinas, isso desde bebê. A rotina é uma prática cômoda ao ser humano, o que faz com que as mudanças se tornem naturalmente desconfortáveis.

Aliado a isso, a preocupação com os filhos que estão em casa, após o fechamento das escolas, coloca uma pressão extra sobre os casais, especialmente sobre as mães.

São problemas frequentemente enfrentados pelas mães neste momento de crise:

⦁ Tripla jornada de trabalho home office (Casa, Trabalho, Auxilio dos filhos nas atividades escolares EAD );

⦁ Dificuldade na reorganização da rotina familiar; ⦁ Sobrecarga de stress, pela necessidade de gerenciar conflitos interpessoais;

Vivemos momentos de extremo desconforto e embora tais situações não sejam fáceis, você pode tomar algumas medidas para torná-las menos estressantes:

1. Relaxe. Isso vai ajudá-lo (a) a combater o estresse e a fortalecer a saúde emocional;
2. Não se cobre tanto, perfeição não existe. Ninguém é perfeito, nada é. Logo, você também não precisa ser;
3. Lembre-se de que a criação de novas rotinas leva tempo. Portanto, levar as coisas com calma e adaptar-se pouco a pouco a essa nova realidade é uma estratégia essencial para melhor lidar com essa situação;
4. Deixe a culpa e as reclamações para trás. Manter uma mentalidade positiva frente a todas essas mudanças é fundamental para quem deseja reduzir o estresse e lidar melhor com as dificuldades que forem surgindo;
5. Lembre-se de que você está no controle das suas atitudes e comportamentos. Essa pandemia pode ter virado sua vida “de cabeça para baixo”, mas você tem controle sobre a forma como reage à essa situação. Você pode optar por encarar essa situação com raiva, descontando sua frustração nos outros, ou pode tomar a decisão de encarar a situação como uma nova oportunidade de reavaliar seu estilo de vida e o que realmente te faz feliz.
6. Aceite suas emoções. As emoções fazem parte do nosso senso de identidade, logo, aceitar o desconforto e a resistência à adaptação trazida pelo Coronavírus é dizer para si mesmo que essas emoções não são tão ruins assim e dar-se a oportunidade de compreender melhor a origem desta reação e de gerenciá-las de uma forma mais produtiva.

Lembre-se que para a resolução de problemas e gestão de conflitos não existe “fórmula mágica” e que a forma como encaramos nossos problemas está diretamente ligada ao que temos de recursos para resolvê-los. Se você ver sua situação atual como impossível de ser resolvida, ela realmente será.

 

Johnata Lordão
Psicólogo Clínico e Organizacional 
Professor de Sociologia do Colégio Progresso

Descrição: Elaine_Prancheta 1 (5)

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